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Com 60 feminicídios no ano, Instituto-Geral de Perícias do RS muda produção de provas sobre os crimes contra mulher em núcleo especializado

IGP muda produção de provas sobre os crimes contra mulher após 60 feminicídios no RS Após o Rio Grande do Sul chegar a 60 feminicídios neste ano, o Instit...

Com 60 feminicídios no ano, Instituto-Geral de Perícias do RS muda produção de provas sobre os crimes contra mulher em núcleo especializado
Com 60 feminicídios no ano, Instituto-Geral de Perícias do RS muda produção de provas sobre os crimes contra mulher em núcleo especializado (Foto: Reprodução)

IGP muda produção de provas sobre os crimes contra mulher após 60 feminicídios no RS Após o Rio Grande do Sul chegar a 60 feminicídios neste ano, o Instituto-Geral de Perícias (IGP) criou um núcleo especializado para mudar a forma como são produzidas provas nesses casos. O Núcleo de Perícias em Feminicídio (Nupefem), iniciativa pioneira no Brasil, pretende qualificar as investigações e produzir informações que auxiliem no combate à violência contra a mulher. De acordo com o órgão, equipes estão sendo montadas em Porto Alegre e no interior do estado. Entre os objetivos do núcleo está a criação de protocolos específicos para o atendimento pericial de locais relacionados a feminicídios. O núcleo também deve padronizar os procedimentos de busca, documentação, interpretação, coleta e acondicionamento de vestígios. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp A proposta é ampliar a análise das cenas dos crimes. Além dos vestígios que possam vincular uma pessoa ao local, os peritos buscarão elementos capazes de ajudar na reconstrução da dinâmica da violência. A análise poderá identificar indícios relacionados ao histórico de violência contra a vítima, incluindo violência psicológica e simbólica, avaliação de riscos e outras formas de agressão que possam fazer parte do contexto do feminicídio. Segundo a coordenadora do Nupefem, Juliane Lorencena Chassot, esses crimes apresentam vestígios e características que exigem uma atuação pericial específica. "É um crime muito complexo, é um crime muito específico. Ele tem vestígios que a gente não encontra em outros locais, vestígios que são especificamente baseados no gênero, vestígios psicológicos, de violência simbólica, maus-tratos aos animais também tem, então tem que dar um outro olhar para esse tipo de crime, buscando sempre majorar essa pena e dar uma resposta para esse tipo de situação que é tão brutal", afirmou. De acordo com Juliane e com a coordenadora-adjunta do núcleo, Luciana Farias Pereira, a especialização permitirá integrar diferentes áreas do conhecimento forense, aprimorar procedimentos e estabelecer protocolos adaptados às diferentes regiões do estado. O núcleo prevê a articulação entre o Departamento de Criminalística, o Departamento Médico-Legal, o Departamento de Perícias Laboratoriais, o Departamento de Identificação e o Departamento de Perícias do Interior. Outra atribuição do Nupefem será registrar, organizar, classificar e contabilizar informações periciais relacionadas aos feminicídios. O núcleo também ficará responsável por mapear os casos no Rio Grande do Sul e estabelecer um banco de dados técnico-pericial específico. O núcleo poderá ainda promover capacitações para profissionais da perícia oficial e integrantes de outras instituições que participam da persecução penal. Também estão previstos intercâmbios técnico científicos com órgãos públicos, universidades e instituições de pesquisa. Núcleo terá entre seus objetivos a implementação de protocolos para o atendimento pericial de locais relacionados a feminicídios Leonardo Ambrosio/ASCOM IGP VÍDEOS: Tudo sobre o RS